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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fuja da bola de neve

bola de neve

Aumentar o limite do cheque especial sem a autorização do correntista, mesmo que o consumidor ache bom, é ilegal. Impor um serviço ou condição sem a solicitação do cliente é má prestação de serviço. A partir do momento que o aumento do limite não foi contratado e está sendo feito sem autorização fica configurada má prestação pelo não cumprimento daquilo que foi determinado, ou seja, é descumprimento de contrato. Além de má prestação de serviço, a situação também pode ser considerada prática abusiva, de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor. Fica evidente aqui a vantagem do prestador do serviço e isso é abusivo porque força uma situação que não ocorreria sem a imposição.


Para resolver o problema, recomenda-se duas ações. A primeira é entrar em contato com o banco exigindo que a situação volte ao que era antes. Caso o banco não queira desfazer a confusão, reclame nos órgãos de defesa do consumidor e denuncie o abuso ao Banco Central. A segunda atitude importante é conferir todos os extratos, cobranças e débitos lançados nas contas, poupanças e investimentos. Quando houver alguma cobrança ou serviço não autorizado, ou desconhecido, reclame formalmente, por escrito. Os registros dos meios eletrônicos são dúbios e na maioria dos casos só aparecem quando a situação é favorável ao próprio banco.




Para evitar problemas futuros o melhor é só aceitar uma oferta depois de entender tudo que ela compreende. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, todo e qualquer produto sem solicitação é brinde. Portanto, se o consumidor quiser ficar com o limite colocado pelo banco pode. O parágrafo único do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor determina que "produtos remetidos ou entregues ao consumidor sem solicitação prévia se equiparam a amostra grátis”. É polêmico, mas o consumidor deve ir à Justiça e dizer que não vai pagar pois não solicitou o serviço.
juros

Primeiro é sempre melhor tentar com a própria
empresa uma solução amigável, para se chegar a um consenso. O mais importante para se precaver nessas situações é sempre pedir ou cancelar os serviços por escrito. Nesse caso, de limite de cheque especial, quando o banco alegar que pode cobrar os juros, não terá prova documental, que é o pedido que o correntista não fez. Porém, para evitar polêmicas e discussão é importante, ao verificar que o limite aumentou, ir ao banco e conversar com o gerente. Diga que vai usar o serviço, mas que não vai pagar os juros porque não solicitou o aumento.

O cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar o cheque especial por um período maior, procure um banco e faça um empréstimo e liquide o débito. Os juros são menores, mas também exigem atenção. Como cada banco pratica um patamar de juros próprio, é melhor evitar cair nessa armadilha. Quando fizer isso cubra o valor usado
rapidamente, use o limite somente em curtíssimo prazo e em casos de emergência. 



De acordo com os especialistas, os juros desse serviço são os mais altos e a situação piora porque frequentemente são cobrados juros sobre juros, o que é ilegal, mas muito comum e polêmico em termos judiciais. Os bancos têm vários processos, súmulas e diretrizes na Justiça favoráveis, mas o juro sobre juro continua sendo ilegal.

Entrar no cheque especial é umas das formas mais
fáceis de cair num ciclo vicioso de dívidas. A situação fica muito difícil de ser resolvida, as dívidas ganham grandes dimensões e ficam quase impossíveis de pagar. O cheque especial é um dos principais motivos da inadimplência no País e no mundo. Não use o cartão de crédito para quitar a dívida do cheque especial. Essa é a pior opção, porque no cartão também são cobrados juros sobre juros quando se paga somente o crédito rotativo, ou seja, não se faz o pagamento total das faturas.A melhor atitude para evitar esse tipo de dívida é fazer um controle rígido no orçamento. É preciso um esforço nessa situação e cortar supérfluos até o pagamento total do débito.



domingo, 7 de julho de 2013

Aprenda lições de riqueza e prosperidade com o Tio Patinhas

Se você é uma pessoa ligada a economia ou lida com finanças, provavelmente já ouviu falar do Tio Patinhas. Aliás, independente da sua situação financeira atual, você provavelmente já ouviu falar dele. Afinal, quem não sonha em ter um cofre gigante cheio de dinheiro e nadar sobre ele?
No entanto, o Tio Patinhas é muito mais que seu dinheiro dentro do cofre.
Desde que apareceu pela primeira vez, em uma cena de um quadrinho do Pato Donald, em 1947, Patinhas se tornou o pato de destaque da Disney, o que deu aos autores das histórias uma grande oportunidade de expor melhor o caráter do personagem.
Alex Planes, colunista do The Motley Fool, recentemente procurou aprender um pouco mais sobre o rico cidadão de Patópolis e resolveu compartilhar algumas das lições que ele aprendeu com o personagem.



Trabalhe mais duro que todos os outros (mas de forma inteligente), e fique de olho nos vigaristas
Em uma das histórias, Patinhas, ainda com 10 anos, é um engraxate sem sucesso que fica nas ruas de Glasgow, na Escócia, até que seu pai consegue para ele seu primeiro cliente, que paga com uma moeda de dez centavos americanos. Patinhas se sentiu traído pela moeda estrangeira inútil, mas ele também aprendeu a vida está cheia de trabalhos difíceis, no entanto, você tem que ser resistente para fazer o seu dinheiro crescer.
O valor da perseverança e do trabalho honesto e difícil (mas inteligente) - combinado com uma vigília constante contra vigaristas, trapaceiros e ladrões - é a base da personalidade de Patinhas. O personagem mantém a moeda como amuleto para lembrar-se de onde ele veio, e, eventualmente, o inspira a viajar aos Estados Unidos para ganhar a sua fortuna.

Não ignore o valor das boas conexões, seja com a família ou amigos
O jovem Patinhas chega à América com pouco mais que a roupa do corpo, mas uma das primeiras coisas que ele faz é procurar seu tio, capitão de um navio.
A única conexão de Patinhas em seu novo país faz com que ele se torne em poucos anos o capitão do navio. Depois dessa aventura, Patinhas entrou no negócio de gado de condução e conheceu Teddy Roosevelt, que acabaria salvando-o de ladrões anos depois como presidente.
Patinhas é frequentemente retratado como um homem de família um pouco relutante, disposto a delegar responsabilidades de gestão significativas sobre seus negócios para o resto do clã Patinhas e sua prole. Apesar de sua cautela, Patinhas confia naqueles que provam ser dignos de confiança.

Eventualmente, a persistência compensa
O negócio de Patinhas acabou fracassando, porque as ferrovias se tornaram uma opção melhor. Depois disso, ele vai para o oeste para se tornar um cowboy, mas também fracassa. A oportunidade de prospecção de cobre quase faz Patinhas ficar rico, mas problemas fiscais na família o forçam de volta à pobreza. No entanto, ele continua otimista e persistente ao longo de suas viagens, com esforços na área de mineração de ouro. A história de Patinhas é familiar para muitos empresários, que muitas vezes passam por várias tentativas fracassadas antes de encontrar uma que realmente funciona.

Às vezes, o que você precisa é de um golpe de sorte
Patinhas passou anos ao redor do mundo tentando ficar rico e falhando, até que finalmente ele encontrou um depósito de ouro em Yukon. O valor do trabalho duro e um conhecimento especializado de prospecção certamente o ajudaram a descobrir o ouro. No entanto, na história original de Patinhas, muito do seu sucesso vem antes de ele ter chegado no Yukon, bem antes da corrida do ouro começar, até que chegou o momento em que ele conseguiu um golpe de sorte e teve a sua chance em um local completamente isolado do Canadá (Yukon).
Por que algumas pessoas brilhantes têm sucesso e outras, igualmente brilhantes, falham? Às vezes é a estratégia. Às vezes são as conexões. Às vezes é apenas uma questão de estar no lugar certo na hora certa.

Coloque seu dinheiro para trabalhar para você
Dois anos depois que Patinhas encontrou ouro no Yukon, ele tirou da terra metal suficiente para se tornar um milionário. Depois disso, ele decidiu se tornar um empresário - a empresa, naturalmente, era propriedade do banco.
Patinhas se tornou um bilionário dentro de cinco anos, o que é uma taxa de crescimento bastante incrível de quase 300% ao ano. Nós, seres humanos, provavelmente não vamos chegar perto de igualar essa taxa anual do Tio Patinhas, mas a lição é clara: investir seu dinheiro em bons negócios é mais inteligente do que simplesmente jogá-lo em um cofre. Patinhas deixa claro que o dinheiro que fica no cofre é apenas uma parte de sua fortuna total, pois a maioria está em bancos e propriedades ao redor do mundo



É super válido realizar esta analogia sobre o personagem animado. Pois, segundo a Forbes, o Tio Patinhas é o personagem mais rico da história dos quadrinhos e desenhos, isso com uma fortuna de  $ 149 bilhões.


Fonte: Economia Uol